Quem Você Realmente Quer? + Finalmente “Virei Escritora! 

Quando eu tinha 15 anos eu decidi que seria escritora. É curioso como eu lembro exatamente o momento dessa decisão. Eu estava de férias da escola e como sempre, acordava e ia direto pegar uma xícara de café, voltava para cama e lia um pouco o livro da vez. Nesse dia eu estava lendo Forever Princess o último livro (até então) da série O Diário da Princesa, da minha autora favorita da época, Meg Cabot.

Lembro de ser consumida de inspiração pela forma como a Meg escrevia e de pensar “eu quero causar ESSA sensação nas pessoas com a minha escrita” e decidi então, que queria ser escritora.

Na época eu pensava que esse tipo de carreira era meio ilusória, então quando chegou o momento de avaliar qual faculdade eu faria decidi que seria jornalismo. No ano do meu vestibular o diploma de jornalismo caiu e eu decidi fazer publicidade – no fim, me formei em negócios da moda. Nada a ver (conto essa história outro dia, risos) mas valeu a pena cada aprendizado.  Durante esse tempo parei totalmente de escrever sem ser para fins acadêmicos.

 

Deixei de lado essa história de ser escritora por anos. A vida me consumiu e eu realmente achei que talvez eu devesse investir mais em outras habilidades. As coisas foram mudando e nos últimos 4 anos eu entrei de cabeça no mundo do marketing digital e da produção de conteúdo, um trabalho que me permitiu voltar a ter contato com essa escrita de inspiração e acolhimento que eu tanto amava ler.

 

Por incrível que pareça a ficha de que isso era um trabalho que me conectava com a minha escrita ainda não tinha caído. E que eu precisava olhar para o meu eu escritora também não. O primeiro momento que me deu um choque de realidade foi numa quarta-feira, enquanto eu fazia a unha com a Emília – minha antes de tudo, amiga, que me proporciona conversar incríveis sobre a vida e os negócios – e contava sobre meu “sonho” adolescente de ser escritora e toda essa história que eu contei ali em cima da vida ter tomado outro rumo. Ela parou tudo, olhou pra mim indignada e falou em alto e bom som “AI GIOVANA, EU NÃO ACREDITO!”. Foi aí que eu comecei a pensar que eu precisava acordar e olhar mais pra esse lado.

 

Algumas semanas depois, recebi um inbox no Instagram que quase me fez enfartar: a Ana Fragoso do @slow_marketing pedindo meu Whatsapp por que precisava falar comigo. Eu queria gritar, mas não podia, por que coincidentemente estava na Emília de novo e ela estava com outra cliente (risos).

 

Eis que, a Carol Messias e a Ana Fragoso (duas pessoas que eu admiro demais!!!) andaram conversando e a Carol me indicou para a Ana, que precisava de alguém para escrever um artigo para um dossiê de Slow Marketing da revista Coaching Brasil. Na conversa com a Ana, sem eu contar nada, ela falou, falou e falou sobre meus textos e minha escrita. Tudo aquilo foi um grande divisor de águas na minha vida, da noite pro dia. Era real e a hora é agora: eu preciso me apropriar do meu eu escritora.

Nem sempre nossos sonhos de infância ou adolescência devem ou vão se tornar realidade. Cada um tem a sua caminhada e seu processo de transformação. Minha mãe, por exemplo, queria ser bailarina. Depois o sonho evoluiu para ter uma escola de balé. Depois, a vida aconteceu e ela se encontrou mesmo na organização. E tá tudo bem pra ela, que nunca abandonou a dança – ainda pratica 2x por semana – mas isso bastou, não precisou virar carreira para faze-la feliz.

 

No meu caso, a escrita está 100% ligada com a carreira que me preenche. O que faltava era me apropriar dela. A gente tem mania de se por pra baixo, né? Tipo “não posso falar que sou tal coisa por que não me acho tão boa” ou “ninguém nunca falou que eu faço isso bem” ou “para ser X coisa, eu preciso ter feito Y coisa (pra ser escritora, eu preciso ter escrito um livro)”. Quem inventou essas regras? Eu escrevo diariamente, escrevo artigos pro blog, newsletter, conteúdo para clientes e agora artigo pra revista. Então agora, é hora: Prazer, eu escritora.

Eu espero que se você tenha passado ou esteja passando por algo similar, consiga fazer essa análise e se apropriar de quem você realmente é. Por que você pode, deve e a hora é agora.

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